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Artesanato vira ferramenta de recuperação

Publicado em: 26/10/2016






Mafra - Qual seria sua atitude diante de um grupo de homens, vivendo a margem da sociedade, com envolvimento e uso de álcool e drogas? Para administradora de empresas Giovanna Notari, 51 anos, sua atitude foi ensinar uma de suas paixões – o artesanato.

Voluntária na (Atena Associação Terapêutica Novo Amanhecer), Gionanna conta que o artesanato sempre esteve presente em sua vida, aprendeu desde cedo ao observar sua mãe. Aos 15 anos pintava em tela e também já ganhava algum dinheiro. Com o passar do tempo aprendeu a trabalhar com biscuit, pintura em madeira e se especializou nas diversas técnicas do artesanato.
“Há pouco mais de dois meses fui incentivada pela terapeuta a fazer uma nova atividade, foi aí que nasceu a ideia de ensinar artesanato para os acolhidos em tratamento terapêutico nas tardes de quintas-feiras. E estou amando; além de ensinar as técnicas, também ensino como conquistar clientes, como cobrar por suas peças e um pouco de administração doméstica também. Mostro que eles são também capazes; com isso, e ao terminar o programa de recuperação, eles podem voltar para suas casas com uma nova profissão, complementar a renda familiar e ainda dar um novo norte em suas vidas.”, diz Gionanna.

 

Retorno garantido
No início do projeto foi preciso buscar patrocínios para a compra de parafina para a confecção das velas e isopor para as bolas de natal, mas agora, com a venda das primeiras peças o valor arrecadado vai exclusivamente para acompra de novos materiais. Sem falar que boa parte das peças é feitos com materiais reciclados. “O mais importante de nosso trabalho é colaborar com essas pessoas, ensinar algo que é capaz de levantar a autoestima destes homens que chegam aqui com tantos problemas e muitas cobranças da sociedade”, observa.

 

Transformação
Para o psicólogo e coordenador geral da Atena Edson Eckel, o trabalho voluntário da Giovanna veio ao encontro de um desejo antigo em trabalhar com artesanato dentro do programa terapêutico. “Destaco dois pontos que considero primordiais. Um deles é o lidar com o lado criativo de cada pessoa, desenvolver a capacidade de transformar coisas, reciclar, relacionar-se com alguém que não sistematicamente o coloca em terapia, mas, informalmente o ajuda em um bate papo informal. Em segundo, a possibilidade de uma renda quando sair do acolhimento ou mesmo como hobby.”, destaca.
Vale lembrar que os produtos artesanais podem ser encomendados diretamente na secretaria da Atena, e toda renda é revertida no próprio projeto. Doação de material também é bem-vindo.

 

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